Milhares de fotos na Net o comprovam. Vários filmes amadores têm sido realizados nessa região e é célebre a imagem ícone de Loriga coberta de neve, que corre mundo.
Recentemente descobriu-se a vocação de Loriga e das suas duas ribeiras para o turismo. De facto, com apenas duas empresas de média dimensão ainda a laborar – a Pinto Lucas e a Metalúrgica Vaz leal – torna-se cada vez mais difícil absorver a população ainda em idade laboral que cada vez tem menos saídas profissionais. Para não dizer que não tem nenhumas.
A população de Loriga é activa e aguerrida, o que tem provocado guerras internas difíceis de sanar. Mas não foi por isso que Loriga deixou de ter combustíveis à venda.
As várias versões
Uma delas defende que foi a ASAE quem fechou as bombas da Metalúrgica, as únicas existentes na Vila. Por falta de condições. Avisada por mais do que uma vez, a administração da Metalúrgica não terá procedido às obras necessárias e a ASAE não esteve com meias medidas. Fechou as bombas com o combustível que lá havia.
Esta é a versão geral da população, porque a empresa está de férias e a nossa reportagem não conseguiu chegar à fala com a administração.
Mas não é a única.
Paulo Garcia, ex-funcionário da Vaz Leal, onde trabalhou 20 anos, garante que havia outros problemas, como o facto de ter que estar presente sempre um funcionário da Metalúrgica de serviço às bombas e que a administração terá chegado à conclusão que o negócio não era rentável.
Outros populares garantem que as bombas apenas serviam para desenrascar porque a população abastece em Seia, que é mais barato.
Numa pequena conversa havida entre o repórter e alguns populares no café Degrau, esta última versão foi confirmada porquanto por eles foi dito que “muitos Loriguenses têm o hábito de ir a Seia comprar tudo, mesmo aquilo que há em Loriga, e que aproveitam para abastecer lá”.
Outros alvitram que há gente interessada em ficar com o Alvará mas que a Metalúrgica não o cede. Esta versão não seria determinante porque qualquer cidadão que possua um terreno cujo perfil seja elegível (não estar próximo de curvas ou lombas) e que tenha a escritura do mesmo em seu nome, pode meter o processo de candidatura na CM Seia que o encaminha para as Estradas de Portugal e para a Direcção Geral de Energia. É evidente que a compra daquele alvará ficaria mais barato mas é preciso depois fazer as obras.
Se é verdadeira alguma destas versões - ou todas elas – então poderemos concluir que as perspectivas para a reabertura do posto de Loriga não estarão para breve.
Factos:
O que o NG apurou de fonte fidedigna é que a administração da Metalúrgica foi notificada, há já 3 anos, para a necessidade de se realizarem obras de qualificação do posto de abastecimento, de acordo com a lei em vigor. Tais obras nunca foram realizadas. E foi, de facto, a ASAE quem fechou as bombas.
Alternativas?
As alternativas para a população de Loriga são duas: ou abastecer em S. Romão ou Seia ou na Ribeira (Teixeira). Qualquer uma delas obriga a uma deslocação de 19 a 22 km.
Numa Vila que se pretende turística, servida por uma estrada nova de acesso à Lagoa Comprida e por um Posto de Turismo recentemente criado, há algo que não encaixa bem... E se um turista, ainda com ¼ do depósito, pretender visitar a Torre indo por Loriga? Que condições tem para o fazer?
O NG continuará atento ao desenrolar desta situação.
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